Estes dias não ouvimos música na rua... por esta altura, noutros tempos, em que a crise não era tema de debates, fazia-se sentir pelas ruas das nossas cidades (ou quase cidades) um clima de Natal. É Natal... pelo menos parece... mas hoje também é Domingo... também é um dia como tantos outros... não fosse a celebração do nascimento de Jesus Cristo e nem se notaria... é de noite... lá fora o frio aperta... a geada cai lentamente o que faz adivinhar um amanhecer gélido... nesta gélida noite faz falta um calor... o madeiro já se apagou... quem sabe amanhã se veja uma luz... se acenda uma fogueira... uma boa noite para todos... e já agora... um pouco de calor nos vossos corações...
Domingo, Dezembro 25, 2011
Domingo, Dezembro 18, 2011
amanhã...
Amanhã é outro dia... Talvez chova... talvez faça sol... não sei, talvez esteja simplesmente nublado... amanhã será um outro amanhã! será feito de pequenos instantes... terá risos... lágrimas... terá reboliços... momentos melancólicos... mas será de certo um novo amanhecer... se fosse adivinho do futuro saberia que tempo irá fazer... saberia se iria ou não haver bonança... assim... bem, assim terei apenas de viver... sentir a chuva em meu rosto, o frio nos meus ossos, para desta forma sentir a vida a passar por mim... não sei o que será do amanhã... sei apenas que o dia de hoje está a adormecer... sei que o hoje já esta a esvair por entre as memórias já do passado... amanhã fará sol... sim... um pouco de frio, mas sol... acreditem... e, se porventura o sol não surgir, fechem os olhos, e pensem, pensem com muita força, pois ele virá. Acreditem... basta acreditar para acontecer!
sombras de mim
Já há muito tempo que não publicava aqui nada... Pois é, o tempo vai passando e nem sempre as palavras acompanham o ritmar da vida. Durante vários anos este meu/nosso espaço foi o meu refúgio onde me permitia a mim mesmo entrar num monólogo onde exprimia o que sentia e era... Deixou de ser um canto meu... passou a ser um pouco de todos aqueles que aqui beberam ou deram a beber... Senti o calor do verão ou o frio do inverno que batia na janela da minha sala, onde escrevi tantos destes meus textos... Não escrevo neste instante um texto-pensamento... gravo aqui as palavras de gratidão mas também de cansaço... Por vezes seria mais fácil ser transparente sem que ninguém tentasse interpretar... por vezes ser o anónimo da multidão é tão gratificante que não se é valorizado... Hoje coloco uma sombra na gravura que sempre acompanha cada texto por mim escrito. Não a sombra da minha vida, porque essa tem muita cor, tal como arco iris... a sombra que aqui está representada é a inveja, os ciumes, sei lá... Hoje apeteceu-me escrever... escrevo, porque não? talvez apague este meu blog... talvez continue a escrever... talvez... talvez o dia de amanhã venha de mansinho, e de mansinho entranhe em mim e me traga respostas... talvez esta sombra se afaste... talvez o dia de amanhã seja de paz... de serenidade... tal como mar adormecido numa praia de areia mais pura e fina... talvez... talvez o amanhã esteja bem perto... e que se apelide de... hoje!
Quarta-feira, Outubro 12, 2011
brevidades
sou ... ser... e porquê... e para quê... vivemos agitados a absorver o instante que o instante mata o que somos e despoja-nos da fragilidade desta brevidade... há instantes que valem por mil momentos... instantes há que permanecem na nossa memória como se de uma vida... da própria vida se tratassem... quisera ser um pêndulo de um relógio... quisera marcar o badalar ritmico da corda bamboleante que cintila absorvida em si mesma... quisera absorver a existência da vida num sôfrego... e assim seria... felicidade? o que é? encontro intimo connosco... encontro com um querer e sendo este um bom e bem querer... momentos... instantes... brevidades que se instalem no presente... instantes que teimam em nao chegar e chegando trocam a corda do relógio e o tempo em vez de parar esvai-se rápidamente por entre dedos de criança... tempo... pára... descansa... serena... sê não uma memória... mas torna-te no longo instante da vida...
final de um dia...
... escrevo... hoje escrevo... não sei porquê... aliás, até sei... Hoje apetece-me desabafar diante desta parede virtual... Hoje apetece-me escrever novamente neste papel só meu que tantos outros fizeram deles... hoje ri-me... hoje dei aulas... hoje cansei-me... hoje vi um sol radioso, uma lua cheia cintilante... hoje vi água... senti gestos e palavras ternas... hoje chorei... hoje sofri... hoje vivi... senti a vida a jorrar bem dentro de mim... senti-me vivo pelas sensações, pelos sentimentos vividos... pelas coisas que a vida me deu... por tudo o que dei à própria vida... hoje escrevi mais uma página na minha vida... hoje senti perdão... hoje perdoei... fui mal compreendido... fui percebido... fui duro... fui maleável... incorrecto...enfim... o molde está feito... gesso em formas entrelaçadas surgindo e sugerindo um dia de amanhã... como aconteceu... como acontecerá... hoje estou aqui... amanhã talvez... não sei... ninguém sabe o amanhã... mas sinto-me moldado nesta vida... e moldado à suavidade fragrância da existência estarei vincado.
Terça-feira, Junho 21, 2011
riscos e rabiscos...
Riscos... traços descontínuos que percorrem sem regras... sem limitações... caracteres indecisos gravados eternamente em formato de escrita definida por convenção humana... rostos distorcidos pela distorcida verdade... pela incompreendida personalidade... feições e um ser gasto e desgastante pelo tempo que passa e marca e se lança no firmamento... um olhar penetrante cheio de tudo um simplesmente pleno de vazio... um nada de ter e de ser mas de simplesmente parecer...tristeza... alegria... um risco gravado no agravar da condição da própria vida... um risco... a vida humana... um traço distorcido ou a distorção da pura ilusão...
Quarta-feira, Março 16, 2011
Boa noite...
Boa noite... quando por vezes desapareço... aqui, no meu blog... não significa que deixe de escrever... escrevo é no silêncio das palavras... boa noite a todos...
Coração...
Obrigado pelo teu coração... teu coração generoso... teu amor... tua candura... obrigado pelas dores sentidas... pelos apertos infligidos... tudo... tudo por amor... obrigado pelo teu sofrimento silencioso... pelos anos de dedicação... pelo testemunho que és... obrigado pelas tuas lágrimas... pelos sacrifícios feitos... pelas noites sem dormir... teu coração... forte... doce... terno... de mãe... obrigado... agora... agora pelo tempo e pelo cansaço... pelo trabalho e preocupação... ele está doente... está a precisar de atenção... obrigado pela dádiva de todos estes anos... pela tua entrega de mãe... agora... agora estaremos juntos... e juntos... conseguiremos... caminhar... percorrer... atravessar este tempo... este aperto... obrigado... MÃE!
Terça-feira, Fevereiro 08, 2011
como oleiro...
Há dias em que as noites são eternas... há dias em que o sol é apenas uma luz que paira no firmamento... há dias bons... há dias maus... enfim... a vida é marcada pelo ocaso do momento... do instante... do segundo imortalizado em vida... como oleiro a moldar a imagem... como barro que se esvai em suas mãos... tornando-se forma... de mil pedaços feito... de informe a sólida e consistente forma... sou assim... por vezes um oleiro aprendiz... que aos poucos vai apreendendo as técnicas de um ofício... outras vezes o barro... barro que quer ser moldado... em ritmos da vida... tomando a forma do ser em constante mutação que procura o seu elemento final... oleiro... barro... peças do mesmo jogo que se fundem em si mesmas...
Sábado, Janeiro 22, 2011
vento
Nesta gélida noite o vento, uma vez mais... bate e foge em rodopios, dançando por entre o nada e o tudo... lança-se pelo abismo... sabendo que nada o machucará... brisa... dá lugar a vento que sopra vindo do nada... mas logo... logo... dará origem ao suave sopro que adormece nas calmas águas da imensa vastidão do oceano. que te faz correr vento... que te faz altear... que barulhos são esses na tua linguagem ventosa... hoje o vento sopra... grita... faz arrepiar... amanhã... sim, amanhã... um novo dia se levantará... e tu, oh vento... suspirando... adormecerás...
Quarta-feira, Dezembro 22, 2010
Natal - Boas Festas
Quero expressar a todos feliz Natal. Natal é sinónimo de aderir a uma revolução intelectual e de coração. Sejam felizes. Pedia que ninguém deixasse comentários anónimos e abstivessem de comentr os outros comentários. Pela primeira vez vejo-me obrigado a excluir mensagens. Se isto continuar terei de bloquear todos os comentários. A Maria faz parte deste blog. Ele nasceu comigo mas ela deu-lhe vida. Maria aqui sinta-se em casa. A todos Feliz Natal
Domingo, Novembro 14, 2010
boa noite
Já se faz sentir a invernia... as previsões dão avisos laranjas... perigo iminente... talvez a chuva que cai lá fora ou o frio que adensa os justifique... eu chego a casa... depois de um longo dia... enfim... mais um que passou. Um corre-corre... e entrei aqui... simplesmente para deixar umas palavras... não muitas... mas algumas... dizer um olá... um até já... boa noite... boa noite para ti... boa noite para todos...
Domingo, Novembro 07, 2010
"Tempo vale amor"
Que a coisa mais importante na vida
É viver um dia de cada vez?
“Tempo vale amor”"
Porquê o olhar para o passado... porquê o recordar do que já não faz sentido... como água a correr em rio... como areia fina passando entre dedos entrelaçados... assim é a vida... a percorrer os dias da nossa existência... viver a vida... vivendo a essência do momento... a fragrância do instante... sugar o néctar do segundo que se avizinha... esperando o momento tão aguardado... o encontro esperado... só se vive e morre uma única vez... e aguardamos... aguardamos... somos marcados pela brevidade do instante... seremos o hoje... o amanhã... Como gota que cai... que nos molha numa dança à chuva... como passeio em praia ao entardecer... como sorriso rasgando faces... como tela que vai sendo pintada... a cores... em todas as cores... nossa vida... a minha vida... traços percorridos num corpo... num ser... o que é importante...? viver... ser tempo... tempo que permanece numa tela, a tela da vida...
Quinta-feira, Novembro 04, 2010
como lobo...
Lá longe ouve-se um ruído pela penumbra da noite... seus passos não se fazem notar... sua beleza liberta candura...outrora homens falavam de lobos... hoje dizem ser mera especulação... a beleza da natureza... a vida selvagem assustou o ser humano... procura-se suprimir o que nos assusta... e nem olhamos para a beleza das coisas... como lobo vivendo em bosques correndo livre... mostrando todo o ser esplendor... temos de ser o que somos... libertos das amarras... saltamos... corremos... em busca do horizonte...
Domingo, Outubro 31, 2010
Uma flor...
Há noites e há dias... em que uma simples flor... nos faz sorrir... em que olhar para "algo" belo e tão único nos faz sentir vivos... uma flor... uma flor que nos inunda com seu doce odor... que nos tempera o ser... que nos faz reviver os sentidos marcados pelos sentimentos... uma flor... que está sempre presente em todos os momentos... nos maus... nos bons... nos que sem serem uns e outros são o constante do nosso viver... Hoje quero uma flor... hoje quero sentir seu suave perfume... e adormecer embalado pela sua beleza... pela sua doce maneira de ser...
Quarta-feira, Outubro 27, 2010
tua presença ainda permanece aqui
sobre pedras amontoadas ergue-se um edifício... ruínas... somos ruínas em construção... construções em ruínas... pedras que perduram pelo tempo... gastas pelo tempo... sujas pela lama/lavadas pelo chôro da chuva que brota em soluços silenciosos... um sol... um pôr-de-sol eleva o que já foi... aquece as frias pedras que julgavam não mais serem vistas... o sol permanece... tua presença amiga continua a marcar o relevo das minhas pedras... viste-me nascer... viste-me sorrir... acompanhaste meus passos... deste-me a mão para me levantar quando caí... enxugaste minhas lágrimas... choraste comigo... partilhaste o meu sorriso, a minha dor... as minhas preocupações... não perguntaste "porquê" mas apenas me deste o teu ouvido, o teu ombro... e depois mesmo definhando pelo desgaste da passagem do tempo... estás aí... permaneces aí... traçando as linhas do que fui... do que sou... pôr-do-sol... aquece as pedras da minha existência...
um lar...
Terça-feira, Outubro 26, 2010
palavras/pinturas
Quando as palavras não saem o que se diz...? quando não se escreve como se exprimir...? Quando palavras ficam prisioneiras do pensamento, refugiadas em monossílabos indeterminados... Palavras... ditas... ou não ditas... há dias assim... em que apenas queremos ser lidos e não escrever para vocábulos serem pensados... hoje é dia assim... dia em que apenas uns olhos... não uns olhos mas um "olhar" me pode retirar o meu pensar... Não sou tela... não sou pintura... moldura...? serei apenas pena... pena que percorre a suave tela da vida escrevendo... pintando... um pouco do que sou... hoje não sou pintor... não sou escritor... sou apenas o que sou...
Sábado, Outubro 23, 2010
Comentários de novo permitidos
Pese o facto de julgar que não deve haver anónimos neste meu blog voltei a activar a permissão para que qualquer pessoa possa realizar o seu comentário. Apenas agradece-se que o Nome seja colocado para evitar sermos aqui uma comunidade virtual anónima. A todos os que são fieis a este espaço bem-hajam. Este espaço é de todos. Preservem-no
Sábado, Outubro 16, 2010
Trapézio
... pé ante pé... balançando no frio fio de arame estendido sobre arena... trapézio sem rede... estendido... armado como cilada... cintilando, meneando... dançando ao ritmo de passos firmes e sem melodia... não que não exista música no figurante... mas que seu dançar pode provocar sua queda... decidido... vai dando passos... calculados... medidos... sobre a plateia que o observa... pé ante pé... avança... habituado a braços que o protegem da sua queda em infância... braços que o acolhem para não se magoar... que é a vida... que é caminhar sobre os dias da realidade da existência humana... um decidir num breve instante de um segundo... uma cartada jogada em mero ocaso medido, premeditado ou simplesmente uma jogada no escuro... um trilhar um passadiço feito de arame frio fio fino... um dizer sim diante da indecisão que é tomada por decisão... um trapézio sem rede... mas afagada pela mais bela rede... uma rede sem rede assim é o trapézio da vida humana...Quarta-feira, Outubro 06, 2010
ser... simplesmente ser...
somos pó... somos sementes lançadas ao mundo... somos gota derramada em imenso oceano... poeira ínfima acumulada em sedimentos... o que somos... o que não somos... pedras sobrepostas formando paredes de edificios imensos... somos o que os outros querem ver... somos o negativo de uma fotografia... em busca de felicidade... em busca de decisões decididas ou indecisas... capacitados pela incapacidade... formados em espécies raras... vagueamos pelo mundo em busca de afirmar o que somos... receosos de ser o que somos e não o que temos... somos um ser... um ser que é o que é e não o que os outros querem que seja... somos uma decisão... uma tomada de posição... somos solitários mas rodeados e ladeados pelos que nos querem bem... um bem querer... é aquele que nos quer como somos... despidos de hipocrisias... plenos de verdade... obrigado a quem me aceita como sou... obrigado a quem me conhece e mesmo conhecendo está presente...Domingo, Outubro 03, 2010
S. Francisco de Assis
Hoje é dia de S. Francisco... Dia em que nos lembramos daquele que é considerado o protector dos animais... Era eu criança quando sentado a brincar com os meus "carrinhos" aos pés na minha mãe, enquanto passava a ferro, ia escutando a história de um jovem... um jovem rico... que de um momento para o outro transformou a sua vida e a de tantos outros do seu tempo e por esses séculos fora... Francisco marcou o seu tempo... marca o nosso tempo ainda... despojou-se de tudo... de tudo o que era supérfluo... faz-nos pensar... faz-nos parar... somos feitos de correrias... de superficialidades... esquecemo-nos de viver... de viver no essencial... Francisco... o amigo dos pobres... aquele que se fez "louco"... aquele que amou loucamente todo o ser humano... toda a criatura... a irmã natureza... o irmão sol... é modelo... é exemplo e testemunha... a vida vai passando por entre os dedos entrelaçados da nossa vida... e o essencial... conseguimos segurar?... a Francisco... ao pobre dos pobres... mas ao mais feliz dos homens... Bem-haja! por fazer-nos acreditar no bom que tem o coração humano...Segunda-feira, Setembro 27, 2010
Domingo, Setembro 26, 2010
ei... pssiutt... boa noite!
olá boa noite...
há dias e dias... há noites e noites... hoje lembrei-me dos anónimos da vida... há vidas anónimas que tornam o próprio ser sem nome... lembro-me de tantos anónimos que se cruzaram comigo... alguns vão deixando recordações... marcas... outros simplesmente passam... lembrei-me hoje dos que nos marcam... dos que por aquilo que dizem ou pelos gestos singelos vão deixando muito de si em mim... em cada um de nós... este é um agradecimento a todos eles... que com nome... com um rosto concreto marcam a presença da minha vida... estamos perto do dia do Anjo da Guarda (dia 2 de Outubro)... Permitam-me deixar aqui um terno abraço ao meu anjo... ele é doce... é terno... é querido... ele está sempre comigo... A todos os que assinam com nome na minha vida: -uma boa noite!
Quinta-feira, Setembro 23, 2010
Lua...
lá fora deve ser lua nova... a sua luz embate no espelho de água que me conduz até casa... é noite e adensa-se a escuridão... deve ser lua nova... uma luz ilumina a noite... uma noite de breu... ouve-se o silêncio... as rodas do meu carro... pela noite... estrada fora... em busca da estrada que me leva a nenhures... lá fora a lua ilumina... e eu aqui dentro... nesta escuridão... e a lua não me ilumina... está distante... aquela que foi olhada por reis... que foi inspiração de Romeu e Julieta... que foi causa de quedas de impérios... que foi a vitória sobre a derrota... a lua não me ilumina... estou fechado em mim mesmo neste meu castelo agrilhoado em amarras... tu... lua... em eterna busca do eclipse... onde te encontras sob olhar efémero com o teu sol... ilumina-me nesta noite...
Pegadas...
Quarta-feira, Setembro 22, 2010
noite...
Neste silêncio profundo… nesta noite o som não se escuta… a brisa do Outono lá fora já se faz sentir… cá dentro… a música deve ainda estar a tocar… mas não a ouço… sinto apenas a presença de umas velas… o cheiro da fragrância do incenso perfumado… tento ouvir o silêncio… a luz fraca dança ao ritmo do pequeno ar que invade a janela semicerrada… por vezes o silêncio não se faz ouvir… aguardamos… aguardamos… esperamos… e continuamos em silêncio… talvez um anjo me traga um som… talvez… talvez… e espero… vou esperando… espero pela voz que tarda em se fazer sentir... espero que um sorriso me ilumine... me proteja... me ampare...Escrita em lágrimas...
Momentos há em que as palavras fluem como borboletas em pleno voo... momentos... instantes... como se um instante pudesse prender ou prender-se em memórias... há silêncios... que falam que se sentem... que brotam de dentro e se explanam em olhos humedecidos... As palavras ecoam, fazem-se ouvir... Escrita há em que a tinta usada não é permanente... escritas há que se apagam com a história do tempo... mas há palavras... palavras cravadas e gravadas... construídas em exacto estilete de ferro... O papel da escrita?? o ser... o interior... o coração... o sentimento... Como mar que lavra a fina areia e aí deixa sua escrita... também lágrimas escrevem no seu eleito livro... o rosto é gravado por lágrimas que serpenteiam faces gastas... marcadas pelo peso do tempo e rasgadas pelas feridas de outras batalhas... Palavras...? por vezes as do silêncio... por vezes as das lágrimas...Sexta-feira, Setembro 17, 2010
olá Anjo!
Boa noite... meu anjo da guarda... boa noite a ti que me velas e guardas... boa noite a ti que me tens em teu pensamento de noite e de dia... envolve-me em tuas asas protectoras... abraça-me no caminhar desta minha vida...
Quarta-feira, Setembro 08, 2010
Regresso...
Quando se regressa fica a nostalgia... Nostalgia por se ter finalmente podido ver um pôr-de-sol num oceano adormecido pelo calor de um verão, pela brisa quente sentida numa areia fina, sentindo o harmonioso som de uma orquestra formada pela natureza de uma praia despida pelo entardecer...
A vida é assim... um ir e um regressar... um ver o sol a esconder-se para que de novo possa ressurgir numa manhã vizinha do hoje e do ontem...
Nestas paisagens fui beber a seiva de uma vida... diante de uma imensidão... diante de tantos infinitos, sol, mar... parei... é tão bons parar... para de imediato recomeçar... dia após dia... semana após semana... mas agora sempre gravadas na mente imagens únicas... momentos irrepetíveis... tais como a própria vida...
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