Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Chuva, ou falta dela

O tempo anda instável... Agora dá-lhe para estar calor durante o dia e "frio de rachar" à noite. A chuva tarda em aparecer, não é que eu goste dela, mas também é o seu tempo e não sei onde se terá metido. Do tempo chuvoso gosto da sensação de sentir as gotas bater nos vidros das janelas e eu resguardado no conforto do calor. Hoje não me apetece ser filosófico nem coisa que o valha. Lembrei-me de escrever isto nem sei bem porquê. Bem, enquanto não chove só me resta aguardar o som do tlintar das gotas na minha janela,ah e já agora, uma santa noite para todos

8 comentários:

Anónimo disse...

Olá!

Mais uma vez, por aqui... Provavelmente a incomodar...

Gostei da sua partilha, como gosto sempre... às vezes o simples é mais bonito e toca mais o coração, que a própria filosofia...

Ao ler o seu post, identifiquei-me com o tempo, metaforicamente... as gotas que por vezes caiem pela cara e batem na almofada, mas também eu me resguardo num blog que tanta Paz e força me dá!

A VIDA é um milagre.. o milagre de viver a saber que vou morrer... contudo, hoje, somente hoje, vou VIVER cada segundo, cada minuto, cada hora como se fosse o último! Sabendo que em todos os momentos DEUS está comigo!!!

E, mesmo quando as lágrimas caírem, eu vou sorrir... porque o sorriso ajuda-nos a ser mais fortes na adversidade, na dor, no sofrimento...

Obrigada, Sr Padre!

Abraço em Cristo!
Maria

Anónimo disse...

Mais uma vez Olá!

Não consigo dormir, estou cheia de dores...
Sabe? Os silêncios da noite trazem recordações... às vezes são bons, serena-nos... outras vezes fazem-nos pensar... é há momentos em que só pensamos em desistir...

Abraço
Maria

Anónimo disse...

Desistir nunca!... temos que pensar que amanhã pode ser melhor. Deus dá-nos força para encarar as situações por mais dificeis que parecam; para tal basta-nos acreditar.

Anónimo disse...

Olá,

Não queria nada abusar, mas hoje sinto-me tão mal... apesar de ter estado sol, o dia esteve tão escuro!! Preciso de escrever... de partilhar... perdoe-me , Sr Padre! Não volto a incomodar...

Deixo-o, com o que sinto...

MEU DEUS...

Meu Deus, onde estás? Não permitas que eu sofra mais!!!! Deixa-me ir ter conTigo... já não sou nada, nem ninguém... isto é um inferno! Não aguento! Outra vez não!!
Lamento estas palavras amargas, tristes de desespero, mas olho o infinito na crença dos Anjos e não consigo ver nada, nem a Ti, meu Deus, onde estás???? Os medos e as angustias com quem convivo dia e noite perseguem-me.Doi... Doi tanto!! Meu Deus, leva-me conTigo, imploro-Te, não me deixes aqui

Obrigada!
Até sempre...
Maria

Padre César Cruz disse...

Maria... a dor é dificil de suportar, e dizer palavras ocas para a ajudar por vezes custam mais de ouvir do que a própria dor... Contudo não são palavras que lhe dirijo... apenas alento, ânimo... a dor deve ser dificil de suportar, não bastando já tudo o que tem passado... Maria... o caminho é feito com suor e dores profundas, mas esse caminho nos libertará... um abraço amigo profundo para suavizar toda essa dor... Deus está em si, acredite, pois Deus ama-a profundamente.

Anónimo disse...

Eu não sei o qual o problema da Maria,mas por muito grave que seja, não deve desanimar, pois com desalento é mais dificil levar a cruz.

Alexandra disse...

Maria,

Por favor não desista, sei que deve estar sofrer muito, pelas suas palvras, mas não desista cada sorriso que possa ter vale a pena.
Gostava de a poder ajudar, mas sei que não posso, a não ser com uma palavra de carinho.
Coragem amiga.
Beijinhos

Anónimo disse...

Olá Alexandra,

Não estou com muitas forças, mas ão queria deixar de te agradecer as tuas palavras...

Tão só te dixo com dois "pensamentos":

DERROTA

Este é o poema da derrota
De quem perdeu... não ganhou,
De quem procurou e nunca encontrou.
Porque correu e nunca chegou
Porque saltou e não subiu,
Porque lhe pediram e não deu.
Tentando ouvir não escutou
Suplicando, não recebeu,
Começando, já acabou.
Tentou lembrar-se e esqueceu
Olhou e não viu
Em vez de se chegar perto, afastou-se,
Ao levantar-se caiu,
Sorrindo, chorou...


Amigos,
Morrer não é fugir,
Morrer é encerrar um livro
Com as páginas finais ainda por abrir.
Quando fechar os olhos
Há muito já que eles tinham desaprendido
O hábito de olhar...
E a minha boca fechada,
Rigorosamente fechada,
Continha a voz silenciada
Do muito sabor de nada,
De nada para dizer.
Já não sei quem sou
Nem mesmo sei reconhecer-me
Não sei o que fazer
Ou, como me defender!
Tudo isto não passará de um pesadelo?!?
Não sei...
Não me reconheço
Não sei responder!!
Só quero que saibam que
Isto é sossegar
Não é morrer...

(Adaptado de um poema de Fernando Pessoa)

Abraço grande
Até sempre
Maria