Acabámos de celebrar a semana dedicada aos seminários. Cada ano que passa sentimos que cada vez há menos sacerdotes e menos vocações. Falamos todos os anos na necessidade de fomentar novas vocações. Sim, cada vez existem menos padres... Há menos vocações... O que estará a falhar? Será a comunicação, o marketing, ou o problema será ainda mais profundo (de natureza e do próprio "carácter")? Se o mundo não se identifica com um determinado projecto que fazer? Seria errado julgar que a Igreja está completamente enganada ou que o mundo está completamente certo.Nem o mundo pode impingir um modelo de padre e muito menos a Igreja pode querer formatar um modo de exercer esta missão. Nem o mundo nem a Igreja podem querer um modelo único. Temos os padres que o mundo quer ou os que Deus nos manda? Há problemas na quantidade de padres? Tradicionalistas, formatados, convencionais, demasiado modernos, mundanos, fechados em si mesmos... Tantos defeitos, não é verdade? Pois, queremos que eles sejam o que não somos capazes de ser. Ah, é verdade, esta tenho de dizer, se não vivêssemos tanto no ócio talvez não nos dedicássemos só a ver aquilo que os outros fazem ou não fazem.Afinal que modelo querem? Aceitam um desafio? Tentem dizer qual é o modelo que desejam e logo descobrem que não se pode agradar a todos... por isso eu tento fazer aquilo que melhor me realiza: ser o que sou porque deve ter sido por isso que Deus me escolheu, por ser único e irrepetível, tal como cada membro desta nossa humanidade.




