Mais um ano está a chegar ao fim. Muita tinta brotou na escrita da vida humana ao longo deste ano. Muito se disse, falou, viveu e até morreu... Enfim, foi um ano que acabou. Restam as memórias e lembranças. Ficam os sorrisos, os gestos e amizades daqueles que foram cruzando os seus caminhos com os nossos. Também na memória fica registado o que de menos bom foi sucedendo. Há lembranças que com o tempo se vão atenuando, outras apagando e outras ainda... acentuando. Que dizer ao chegarmos ao términus de mais um ciclo? Não muitas coisas. Cada um tem o seu sentir e o seu viver os instantes que são dádivas de Deus. Neste blog foram surgindo anónimos, transeuntes que se revelaram amigos, ou simples curiosos. A toda esta comunidade virtual que já faz parte desta "casa" os meus sinceros votos de felicidades para o ano que se avizinha. Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
Ano Novo
Mais um ano está a chegar ao fim. Muita tinta brotou na escrita da vida humana ao longo deste ano. Muito se disse, falou, viveu e até morreu... Enfim, foi um ano que acabou. Restam as memórias e lembranças. Ficam os sorrisos, os gestos e amizades daqueles que foram cruzando os seus caminhos com os nossos. Também na memória fica registado o que de menos bom foi sucedendo. Há lembranças que com o tempo se vão atenuando, outras apagando e outras ainda... acentuando. Que dizer ao chegarmos ao términus de mais um ciclo? Não muitas coisas. Cada um tem o seu sentir e o seu viver os instantes que são dádivas de Deus. Neste blog foram surgindo anónimos, transeuntes que se revelaram amigos, ou simples curiosos. A toda esta comunidade virtual que já faz parte desta "casa" os meus sinceros votos de felicidades para o ano que se avizinha. Quarta-feira, Dezembro 19, 2007
Quando for Natal
Quando for Natal vamos viver em harmonia e em paz! Quando for Natal a humanidade pode enganar-se falando de temos esquecidos e já quase não vividos… Enfim, quando for Natal podemos viver o que não vivemos durante o resto do ano! Será este o Natal que desejamos, ou será que o resto do ano é que anda às desavenças com aquilo que verdadeiramente queremos? Sempre que celebramos o Natal ou tentamos encetar a tarefa de lhe dedicar algumas palavras, tentamos escolher adjectivos e verbos para fazer sobressair a época festiva. Falamos de harmonia, paz, alegria... tantas palavras que soam tão bem nesta época natalícia. Pois é... tentamos criar em alguns dias do ano a ilusão de que todo o ano é assim vivido. Ficamos com o nosso íntimo pleno de satisfação por enfeitarmos uma árvore de Natal com arrebiques coloridos e transportamos para o nosso ser essa ilusão: adornamos os nossos sentimentos e o nosso ser nesta altura do ano. Podemos viver numa aversão total aos valores natalícios durante o ano mas nesta altura, sim, nesta altura parece bem! Há uma expressão de âmbito popular que diz que o Natal é sempre que o Homem quiser. Enfim, será mesmo assim? Quando era mais novo recordo-me de ter visto uma história emblemática em desenho animado. Dois bonecos simbolizavam dois povos em guerra. Estavam de costas voltadas e de armas na mão. Quando se aproximava o Natal estes dois bonecos animados voltaram-se e abraçaram-se. Durou pouco este acontecimento, pois, mal a época natalícia findou, voltaram a pegar nas suas armas e virar as costas. Esta pequena história faz-nos pensar. Temo que na nossa vida o Natal também seja assim vivido. Fala-se constantemente em mudanças e de progresso mas será legitimo julgar que o mundo pode ser mudado e nós ficarmos pávidos e serenos diante da nossa condição? Pois é... O Natal está próximo. Sentimentos e desejos para esta festa? Sim, há muitos... Mas gostaria de expressar um só neste ano: que cada dia seja vivido com a verdadeira alegria cristã do nascimento de Jesus Cristo. Que a paz e comunhão transmitidas por este tempo festivo se estendam por todo o ano. Um santo e feliz Natal para todos.Falta de fé ou ignorância
Na minha diocese surgiu há dias um documento (que nada de novo nos revela) sobre os sacramentos da iniciação cristã (baptismo, eucaristia e crisma). Fui crítico porque na génese deste documento a ideia era de criar uma síntese que unificasse a pastoral que a estes sacramentos diz respeito. O resultado? Bem, foi um tratado teológico, ou seja, uma compilação do já existente, lido, relido e tudo o mais. Bem mas isso nem interessa para este caso. Surgiu numa conversa de circunstância a questão sobre as condições para alguém ser admitido ao papel de padrinho de baptismo. Palavra puxa palavra, uns concordavam, outros nem tantos e alguns eram do contra por tudo e por tudo mesmo... "Aliás, nem se concebe num tempo como o de hoje exigir que se tenha o baptismo para poder ser padrinho. A Igreja não pode fazer isso!" Sinceramente este comentário caiu-me mal. Quem me conhece bem sabe quais as minhas ideias e qual a minha forma de pensar, mas isto? Tenho lutado e refilado refutando o relativismo pós-moderno... Mas diante de um comentário destes que dizer? Eu sorri... E falei bem devagar, com calma e amizade: "As nossas frases por vezes revelam a nossa ignorância!" Ah, sou amigo da pessoa que disse isso mas o que me incomoda é tratarem a Igreja como supermercado onde até os não baptizados sentem que podem exigir tudo da Igreja. Talvez, sim talvez a Igreja esteja a pagar a factura do facto de no passado ter assumido protagonismos onde não deveria... Reconheço que fico desalentado pela confusão de termos, vocábulos, ideias, ideais, conceitos... A ignorância é o pecado mais profundo da nossa sociedade. Admiro alguém que não acredite por convicção mas sinceramente sorrio para quem puxando pelos galões da ignorancia tenta questionar o inquestionável. Se não acredito porque exijo? Se não acreditar que procure saber porque não acredito. Mas sabem, hoje em dia é moda dizer que "tá-se bem". Desculpem mas precisava de desabafar. Não quero comentários porque este texto não é totalmente claro de ideias (propositadamente).
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