Hoje apetece-me escrever mas nada me sai. Estou aqui parado em busca das palavras e elas teimam em se aprisionar no casulo do esquecimento. Faz-me lembrar as palavras que tantas vezes desejaríamos dizer e tudo o que a nossa voz faz ecoar é precisamente o contrário. Tantas enganos e tantos desencontros se fizeram e fazem só porque as palavras que escolhemos em determinado momento não são as ideais. As palavras são o que são... Juntamos uma a outra, formamos ideias, frases... Podemos fazer tratados, silogismos, compêndios, e tudo resultar em meras palavras vazias, ocas... Seria bom usarmos pouco as palavras para não esvaziarmos o seu sentido. Um convite: pensar mais antes de falar... e falar mais quando pensar. Já agora, a vida é a mais bela obra e tratado que poderá ser escrito pelo Homem. Cada instante vivido são palavras que ficarão gravadas e imortalizadas na nossa existência. Cada momento poderá ser uma tragédia, comédia, romance, realismo, drama ou qualquer outro estilo... somos nós quem escolhe o género literário da nossa vida. Só depende das palavras que usamos...
