Domingo, Novembro 09, 2008

Palavras de uma vida

Hoje apetece-me escrever mas nada me sai. Estou aqui parado em busca das palavras e elas teimam em se aprisionar no casulo do esquecimento. Faz-me lembrar as palavras que tantas vezes desejaríamos dizer e tudo o que a nossa voz faz ecoar é precisamente o contrário. Tantas enganos e tantos desencontros se fizeram e fazem só porque as palavras que escolhemos em determinado momento não são as ideais. As palavras são o que são... Juntamos uma a outra, formamos ideias, frases... Podemos fazer tratados, silogismos, compêndios, e tudo resultar em meras palavras vazias, ocas...

Seria bom usarmos pouco as palavras para não esvaziarmos o seu sentido. Um convite: pensar mais antes de falar... e falar mais quando pensar. Já agora, a vida é a mais bela obra e tratado que poderá ser escrito pelo Homem. Cada instante vivido são palavras que ficarão gravadas e imortalizadas na nossa existência. Cada momento poderá ser uma tragédia, comédia, romance, realismo, drama ou qualquer outro estilo... somos nós quem escolhe o género literário da nossa vida. Só depende das palavras que usamos...

coisas e mais coisas

Neste silêncio da noite, após um dia daqueles, sento-me finalmente. Lá fora não se ouve nada. Talvez o mundo tenha adormecido embalado pelos sons do dia. Hoje é domingo. Pessoas cruzaram-se comigo e o corre-corre das celebrações lá se fez. O Fredy (o meu cãozito que não sabe que é cão) ressona deitado sobre o tapete. Deve estar muito frio na rua... Sabe bem poder esticar as pernas, ligar a televisão para o ruído de fundo. Merecido descanso. Hoje queria ter chegado a mais pessoas mas esta correria louca não dá tempo ao tempo. Enfim, amanhã será outro dia. Já não entrava por aqui há algum tempo. Tanta gente que já não recebia noticias deixou-me aqui mensagens. Olá a todos... Bem-vindos. Há amigos que não se esquecem. Acreditem. Não me esqueço. Bem... há coisas e coisas... Neste noite fria digo-vos uma dessas coisas: é bom poder descansar as pernas depois de um louco dia!