Quarta-feira, Outubro 27, 2010

tua presença ainda permanece aqui

sobre pedras amontoadas ergue-se um edifício... ruínas... somos ruínas em construção... construções em ruínas... pedras que perduram pelo tempo... gastas pelo tempo... sujas pela lama/lavadas pelo chôro da chuva que brota em soluços silenciosos... um sol... um pôr-de-sol eleva o que já foi... aquece as frias pedras que julgavam não mais serem vistas... o sol permanece... tua presença amiga continua a marcar o relevo das minhas pedras... viste-me nascer... viste-me sorrir... acompanhaste meus passos... deste-me a mão para me levantar quando caí... enxugaste minhas lágrimas... choraste comigo... partilhaste o meu sorriso, a minha dor... as minhas preocupações... não perguntaste "porquê" mas apenas me deste o teu ouvido, o teu ombro... e depois mesmo definhando pelo desgaste da passagem do tempo... estás aí... permaneces aí... traçando as linhas do que fui... do que sou... pôr-do-sol... aquece as pedras da minha existência...

3 comentários:

Maria disse...

E bom ter um ombro amigo que não olhe para o que fomos ,nem para o que somos,mas sim com olhos de amor.
Tanta coisa passa por nós ao longo da vida desde o pensarmos que somos tudo, até ao sermos quase nada nada.
Só com recordações que desgastam a alma ,de tantas coisa vividas ,tanto amor dado e recebido ,e depois a espera do Senhor nosso Pai do Céu.

Soria disse...

Essa eterna vontade de voltar atras no tempo...rebuscar sonhos,voltar aos momentos felizes ter de novo aqueles que perdemos...reviver por segundos esses doces e ternos momentos,voltar á ingenuidade á ternura em que nada se põe em questão...apenas fica a saudade...

Maria disse...

Pe. César
Ontem vi o desabafo feito num momento de desespero,naquele momento não tive oportunidade de escrever,hoje com surpresa constatei que não existia.
Pe, César essas pessoas que levam a vida a criticar os outros,
simplesmente tem ausência de DEUS se vão à Igreja é puro ritualismo... Deus manda-nos amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
À tempos escreveram Maria, mas não era eu...penso que chegou aí algo.